Em entrevista ao jornal Tribuna do Norte, a coordenadora geral
Fátima Cardoso esclareceu diversas questões relacionadas à reposição das aulas
referentes à greve. De acordo com a sindicalista, os dias de paralisação em
2011 foram repostos. “Não há influência nenhuma da greve de 2011 no ano letivo
de 2012. Essa questão de começar em março é recorrente”, afirmou.
Quase sempre o ano letivo é iniciado em março e isso independe de
greve. O SINTE-RN, inclusive, reivindica há tempos que as aulas sejam iniciadas
em fevereiro. Querer associar o retardo do início é uma desculpa do governo
para não ficar com o ônus por mais esse equívoco perante a sociedade.
Com relação às declarações de alguns diretores de que é preciso dar
aulas aos sábados ainda por conta da greve, Fátima disse que eles estão fazendo
uma leitura errada. “Eles não estão lembrando que as aulas sempre começam
em março. Se algumas escolas estão com aulas aos sábados, é por outra questão”,
esclareceu. Cada escola tem autonomia para organizar, conforme suas
necessidades, o seu calendário de atividades.
Quanto às dificuldades na reposição das aulas, um dos principais
problemas enfrentados é o transporte escolar. “Alguns municípios não
disponibilizam o transporte aos sábados ou em dezembro. Então, há essa
dificuldade”, esclareceu Fátima. A sindicalista cobrou providências do governo
para evitar as paralisações e lembrou que os trabalhadores em Educação não
fazem greve por que querem, mas porque são obrigados pelas condições a que são
submetidos. “Já avisamos que ao governo do estado que faremos greve em 2013,
porque não foi cumprido o que foi acordado no início do ano”, alertou.
O governo ainda tentou vincular a dificuldade de organizar um
calendário de reposição ao fato de alguns professores trabalharem em vários
empregos. Fátima Cardoso disse que isso não é determinante, pois se trata de
fatos isolados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário