sexta-feira, 10 de maio de 2013

QUANTO VALE O TRABALHO DO PROFESSOR?


Quase no meio do ano e o reajuste do piso salarial do Magistério para 2013 ainda é uma é uma incógnita. Trata-se de um grande instrumento de     valorização que garantiu, de 2009 para cá, o aumento de quase 53%no salário inicial. Apesar dos ganhos, a legislação continua sendo contestada.
No inicio de 2012, o piso teve um incremento significativo, de 22%. Varias redes chiaram, alegando não ter condições de arca com o montante, e governadores de seis estados levaram o tema novamente ao SFT, para pedirem suspensão do critério de calculo atual, de forma retroativa, e sugere o uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o que já havia sido proposto por outro projeto de lei (PL) em 2008(ainda não descartados pelos deputados). Se aprovado, esse método ganhará um reajuste semelhante à correção da inflação, aumento real. E, Caso isso ocorra, será mais difícil cumprir a Meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE) em tramitação no Congresso Nacional. A medida prevê que oitos anos a remuneração média dos professores seja equivalente a 80% da de outros profissionais com a mesma escolaridade e em 10 anos chegue a 100%.
 O reajuste atualmente é definido com base na variação do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Se a arrecadação do Fundeb for grande o piso será maior, se as finanças não forem bem, a correção pode ser inferior a 10%, o que é lastimável. Mas há outras propostas de alteração de cálculos. Uma delas foi apresentada em novembro pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educações (Undime), a Frete Nacional de Nacional de Prefeitos (FNP) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Sugerem a seguinte saída intermediaria: a soma do INPC de 50% da variação do Fundeb.  A estimativa é que esse critério resulte em um incremento anual entre 12 e 15%. Outra  Alternativa indica que o aumento seja em Maio( e não em Janeiro, como é hoje) e tenha como base a soma do INPC e de um terço da variação do custo por aluno do Fundeb. A medida prevê ainda que, se a variação for menor que 35%, esse porcentual seja adotado.
Apesar das provas de que há como arcar com o piso, a disputa pela mudança ou não do critério continua acirrada.  Os estados devem continuar a pressionar o Congresso Nacional para manter a regra como está e os sindicados buscam uma saída para assegurar que existia um aumento real.

Nenhum comentário:

Postar um comentário